A IDENTIDADE DO PROFESSOR DE INGLÊS
Refletindo em 23 de agosto de 2016.
Nesta aula, relembramos as analises e abordadas do encontro anterior e levantamos algumas questões referente a carente (de)formação do professor de Língua Inglesa no Brasil, sobre o olhar de:
A professora começa o seu texto apontando o perfil ideal do professor de inglês, afirmando que esse profissional deveria além de ter consciência política, bom domínio do idioma (oral e escrito) e sólida formação pedagógica com aprofundamento em linguística aplicada.
No entanto, a professora Vera atesta que existem dois grandes grupos de profissionais, que não se enquadram nesse perfil ideal
- de um lado, profissionais com fluência oral ( a escrita muitas vezes deixa a desejar) adquirida através de intercâmbios culturais ou outro tipo de experiência no exterior e sem formação pedagógica;
- outro lado, profissionais egressos de cursos de Letras (que lhes proporcionaram poucas oportunidades de aprender o idioma) e precária formação pedagógica.
Os segundos nas escolas de primeiro e segundo graus.
Durante os encontros teóricos com a orientadora de estágio refletimos bastante acerca destas problemáticas que são comuns a estes profissionais e também apontando dificuldades vivenciadas pelo professor de língua inglesa dentro do ambiente escolar.
- QUEM É O PROFESSOR DE INGLÊS?
- QUAL É A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA INGLESA?
- QUAL É A IDEOLOGIA DO PROFESSOR DE INGLÊS.
- EM QUE MITOS O PROFESSOR DE INGLÊS ACREDITA?
- COMO O PROFESSOR DE INGLÊS SE VÊ NA SOCIEDADE BRASILEIRA?
Nos arriscamos a responder a estes questionamentos previamente, mas sabíamos o quão era difícil definir um perfil ideal para um professor.
Sabemos que ele deve ter domínio do conteúdo, deve saber se expressar de maneira adequada, deve ser dinâmico, entre outros aspectos.
Entraves como a dificuldade em trabalhar a oralidade, já que a conversação não é vista como uma oportunidade de interação; e a dificuldade na contextualização da gramática, utilizando como meio de trabalhar a gramática contextualizada, diálogos ultrapassados e inúteis ao desenvolvimento oral dos alunos, entre outros aspectos, são barreiras a serem derrubadas.
Entraves como a dificuldade em trabalhar a oralidade, já que a conversação não é vista como uma oportunidade de interação; e a dificuldade na contextualização da gramática, utilizando como meio de trabalhar a gramática contextualizada, diálogos ultrapassados e inúteis ao desenvolvimento oral dos alunos, entre outros aspectos, são barreiras a serem derrubadas.
A pesquisa da professora Vera Maria aponta que segundo professores de MG, a língua inglesa é uma disciplina de segundo plano, com pouca carga horária. Reclamam de que matérias como física e química são privilegiadas e de que os próprios colegas os menosprezam. Alguns disseram que são pressionados a aprovar os alunos. No caso do professor ser mais exigente, é taxado de imperialista, anti-nacionalista, disse um deles. Reclamaram também das condições materiais e disseram que o aluno deve frequentar cursos livres, que ele tenha oportunidade de praticar o inglês fora da escola, e desta forma, aumentar o seu conhecimento linguístico. Acreditam, também, que são os cursos livres que preparam melhor aqueles que teoricamente estão interessados em aprender a língua inglesa.
O primeiro grande conflito é ensinar uma língua que eles não falam e que não têm oportunidade de praticar.
O segundo diz respeito aos desejos dos aprendizes e aos objetivos do curso. Os alunos em geral querem falar, mas o professor ensina gramática e, quando muito leitura.
O terceiro conflito diz respeito à importância do idioma. Ao mesmo tempo que o professor acredita que é importante aprender inglês, ele tem que conviver com a desvalorização da disciplina. Em algumas escolas a língua estrangeira não recebe o mesmo tratamento no que diz respeito à avaliação e a carga horária é muito pequena.
Educação continuada de professores, incluindo projetos de educação à distância e criação de Self-access Centers nas Faculdades de Letras abertos aos professores da comunidade.
Reformulação dos currículos para que se possam incluir disciplinas de Lingüística Aplicada ao ensino/aprendizagem de línguas estrangeiras.
Criação de associações de professores. Criando poder de pressão poderemos não só forçar as Secretarias de Educação a repensar os concursos como também questionar a eventual distribuição de aulas de inglês para professores não concursados.
Essas associações poderiam, além de congressos, como este, promover cursos de reciclagem em cooperação ou não com outras entidades. Criação de bancos de material didático nas associações e nas escolas.
Enfim, apenas detectar problemas não ajuda muito. Precisamos pensar juntos o que todos nós podemos fazer para minimizar as questões que nos incomodam e amar nossa profissão.
PAIVA, V.L.M.O. A identidade do professor de inglês. APLIEMGE:ensino e pesquisa. Uberlândia: APLIEMGE/FAPEMIG, n.1, 1997. p. 9-17
PAIVA, V.L.M.O. Estratégias individuais de aprendizagem de língua inglesa. Letras & Letras. Uberlândia, v. 14, n. 1, p. 73-88, jan./jul. 1998.
_______________. Autonomia e complexidade: uma análise de narrativas de aprendizagem. In: FREIRE, M.M; ABRAHÃO, M.H.V; BARCELOS, A.M.F (Orgs.). Lingüística Aplicada e Contemporaneidade. Campinas e São Paulo: Pontes e ALAB, 2005a. p.135-153.





Nenhum comentário:
Postar um comentário