“O interesse pela transformação social em sala de aula,
contudo, envolve
essencialmente o modo de como os professores e, especificamente, o de línguas concebe a natureza da linguagem e da identidade social. É um aspecto fundamental em curso de educação de professores de línguas.”
Moita Lopes
IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DO ESTÁGIO
- DA LOCALIZAÇÃO, DO
FUNCIONAMENTO DA INSTITUIÇÃO, DO NOME DA INSTITUIÇÃO.
O Colégio Estadual Professor Edson de Sousa
Carneiro está localizado na Rua Engenheiro Austricliano de Carvalho,
nº133, Salvador-BA CEP: 40395-360, Bairro do São Caetano, tel (71) 3303-3011, email:
edisoncarneiro@bol.com.br. Código da Secretaria 1100833, tendo como responsável
a diretora Nair Faria de Almeida Andrade. Direc 26.
Atualmente, o Colégio atende Educação de
Jovens e Adultos (EJA) - Supletivo, Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio nos turnos matutino, vespertino e
noturno. apresentou um IDEB (2015) de 2,9 em que deveria alcançar a meta
projetada1 de 4,1. A escola aderiu ao Programa Mais Educação, e
oferece aos alunos, oficinas, gincanas e projetos que incentivam a paz na
comunidade, a valorização do ser humano e do Continente africano uma vez que a
África e o Brasil são unidos pela história e pela cultura. A comunidade é
afrodescendente e um dos principais objetivos da instituição é oferecer possibilidades
de aprender, sobretudo respeitar as diferenças e o espaço humano. Esse aspecto inclusive é influenciado também
pelos feitos do Professor Doutor Edison de Souza Carneiro, o qual a
pesquisadora Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco dedicou uma minuciosa pesquisa2
acerca da biografia desse educador.
Doutor Edison Carneiro
Folclorista nacional,
Filho da terra baiana
Que hoje é nome imortal.
No folclore brasileiro
Doutor Édison Carneiro
Bem merece um pedestal.
Rodolfo Coelho Cavalcante
O nome do Colégio rende homenagens ao Prof. Edison de Souza
Carneiro nascido no dia 12 de agosto de 1912, em Salvador, Bahia. Seu pai,
Antônio Joaquim de Souza Carneiro, era engenheiro civil e catedrático da Escola
Politécnica da Bahia. Jornalista, poeta, jurista e folclorista, dedicou-se
desde cedo aos estudos sobre o negro
brasileiro, tornando-se uma das maiores autoridades nacionais sobre os cultos
afro-brasileiros.
________________________________
1Ver anexo 01
No início da década de 1930, começou a ter interesse pelos
cultos afro-brasileiros, o folclore e a cultura popular. Foi ainda um dos
responsáveis pela estruturação da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, do
MEC, participando como membro do seu Conselho Técnico, de 1958 a 1961, sendo
nomeado diretor-executivo, no período de 1961 a 1964.
Aos dezesseis anos, fez parte do grupo literário Academia dos
Rebeldes (1928-1932), cujo líder era o jornalista Pinheiro Viegas e que contava
também com a participação do escritor Jorge Amado. Iniciou, nesse ano, sua
carreira de jornalista publicando no jornal A Noite, de Salvador, de 24 a 27 de
novembro, uma coletânea de poemas, tipo folhetim, intitulada Musa Capenga.
Ah, negra faceira!
Que tolice, minha negra,[...]
que você tenha
espichado
seu cabelo.
Para que
essa beleza
artificial [?].
Vou ao Pau Miúdo
e trago,
para botar na sua porta
uma coisa feita,
dessas que fazem
morrer de amor,
preparada,
minha beleza,
pelas mãos
do grande mago
Jubiabá.
Em 1937, organizou o 2º Congresso Afro-Brasileiro, realizado
em Salvador no período de 11 a 20 de janeiro. No seu discurso de abertura Edison
Carneiro assim o definiu:
[...] Este Congresso tem por fim
estudar a influência do elemento africano no desenvolvimento do Brasil, sob o
ponto de vista da etnografia, do folclore, da arte, da antropologia, da
história, da sociologia, do direito, da psicologia social, enfim, de todos os
problemas de relações de raça no país. Eminentemente científico, mas também
eminentemente popular, o Congresso não reúne apenas trabalhos de especialistas
e intelectuais do Brasil e do estrangeiro, mas também interessa a massa
popular, aos elementos ligados, por tradições de cultura, por atavismo ou por
quaisquer outras razões, à própria vida artística, econômica, religiosa, do
Negro do Brasil. [...]
É sensato porém que esta homenagem reflita
tanto no cotidiano na comunidade do bairro de São Caetano.
A escola tem uma estrutura adequada no
que diz respeito a saneamento básico:
- Água filtrada;
- Água da rede pública;
- Energia da rede pública;
- Esgoto da rede pública;
- Lixo destinado à coleta periódica;
As
dependências internas dispõem de cozinha (é oferecida diariamente a merenda),
refeitório, laboratório de informática, sala de leitura, sala de diretoria,
sala de professores, sala de secretaria, banheiro fora e dentro do prédio,
inclusive adequado á alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, 15 salas de
aula, quadra de esportes, utilização de equipamentos didáticos como
retroprojetor, televisores, internet banda larga. Conta portanto, com um quadro
de cento e oito funcionários bem servidos no que diz respeito ao material
didático e as instalações.
No entanto, é de suma importância
relatar a falta de acessibilidade aos portadores de qualquer que seja a
deficiência. Na estrutura geral da
escola, não há rampas de acesso, piso tático ou qualquer estrutura que ampare
jovens com deficiência, impossibilitando com isso o ingresso confortável desse
adolescente a essa instituição, Mas, tem alunos com esse perfil matriculado e que
conta com a colaboração de todo núcleo escolar.
Alunos de
Classe média baixa, em sua maioria moradores do bairro de São Caetano, Capelinha,
Fazenda Grande, Boa Vista do São Caetano e outros bairros adjacentes como
Campinas de Pirajá, Largo do Tanque.
Dentre a
oferta de vagas e alunos matriculados, o Colégio Estadual
Professor Edison de Sousa Carneiro, acolhe atualmente, uma média de 690 alunos
no Ensino Fundamental e EJA e 723 no Ensino Médio, esses dados foram atualizados
pela Secretária de Educação em12 de novembro de 2016(
ano corrente.)
O
investimento financeiro3 do ano em exercício (2016) para as áreas de
setor pessoal, terceirizados, manutenção, alimentação, saneamento básico em
geral contabilizou R$ 5.217.520,00.
Os dados de
infraestrutura e matrículas apresentados representam a realidade observada e
informada pela rede de ensino os mesmos são públicos e oficializados pelo
Ministério da Educação.
DADOS REFERENTE A
SALA DE AULA
Fiquei surpresa com a
sala de aula onde eu fiz meu estágio supervisionado I – Observação, muito
limpa, apresenta um estado de conservação bom. A sala é ampla, ventilada deixando
alguns alunos tranquilos uma vez que não faz calor. Não possui laje de concreto
no teto e sim telhas de “Eternit”, mas a brisa noturna causa um conforto não
apenas nos alunos, mas também ao professor.
Como é no 1ºandar a ventilação natural é suficiente, por vezes
voam até papeis se não colocar um peso, as paredes não são sujas e azulejada de
branco até o meio e a parte de cima verde claro. Poucos riscos e isso me
surpreendeu. A iluminação é boa, os mobiliários estão em boas condições,
resultado do empenho de todo corpo administrativo.
CARACTERIZAÇÃO DA
TURMA
A turma que observei
foi o 2º Ano - A, composta de 35 alunos matriculados, numa faixa etária de 20 a
50 anos, turno noturno, porém apena 18 frequentam. No que se refere a interação
dos alunos, percebi que são muitos desinteressados, alguns entram mudos e saem calados. Eles como são adultos prestam mais atenção para a
explicação do professor, no entanto dificilmente entendem, criaram um bloqueio
com o conteúdo de LI, acham que não vai servir para nada, só querem o
certificado escolar. Grande parte dos alunos ficam usando o celular e
conversando.
____________________________
3Esses
dados podem ser conferidos na Secretaria de Educação Governo do Estado da Bahia.
IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DO ESTÁGIO
- DA LOCALIZAÇÃO, DO
FUNCIONAMENTO DA INSTITUIÇÃO, DO NOME DA INSTITUIÇÃO.
O Colégio Estadual Professor Edson de Sousa
Carneiro está localizado na Rua Engenheiro Austricliano de Carvalho,
nº133, Salvador-BA CEP: 40395-360, Bairro do São Caetano, tel (71) 3303-3011, email:
edisoncarneiro@bol.com.br. Código da Secretaria 1100833, tendo como responsável
a diretora Nair Faria de Almeida Andrade. Direc 26.
Atualmente, o Colégio atende Educação de
Jovens e Adultos (EJA) - Supletivo, Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio nos turnos matutino, vespertino e
noturno. apresentou um IDEB (2015) de 2,9 em que deveria alcançar a meta
projetada1 de 4,1. A escola aderiu ao Programa Mais Educação, e
oferece aos alunos, oficinas, gincanas e projetos que incentivam a paz na
comunidade, a valorização do ser humano e do Continente africano uma vez que a
África e o Brasil são unidos pela história e pela cultura. A comunidade é
afrodescendente e um dos principais objetivos da instituição é oferecer possibilidades
de aprender, sobretudo respeitar as diferenças e o espaço humano. Esse aspecto inclusive é influenciado também
pelos feitos do Professor Doutor Edison de Souza Carneiro, o qual a
pesquisadora Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco dedicou uma minuciosa pesquisa2 acerca da biografia desse educador.
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco dedicou uma minuciosa pesquisa2 acerca da biografia desse educador.
Doutor Edison Carneiro
Folclorista nacional,
Filho da terra baiana
Que hoje é nome imortal.
No folclore brasileiro
Doutor Édison Carneiro
Bem merece um pedestal.
Folclorista nacional,
Filho da terra baiana
Que hoje é nome imortal.
No folclore brasileiro
Doutor Édison Carneiro
Bem merece um pedestal.
Rodolfo Coelho Cavalcante
O nome do Colégio rende homenagens ao Prof. Edison de Souza
Carneiro nascido no dia 12 de agosto de 1912, em Salvador, Bahia. Seu pai,
Antônio Joaquim de Souza Carneiro, era engenheiro civil e catedrático da Escola
Politécnica da Bahia. Jornalista, poeta, jurista e folclorista, dedicou-se
desde cedo aos estudos sobre o negro
brasileiro, tornando-se uma das maiores autoridades nacionais sobre os cultos
afro-brasileiros.
________________________________
1Ver anexo 01
No início da década de 1930, começou a ter interesse pelos
cultos afro-brasileiros, o folclore e a cultura popular. Foi ainda um dos
responsáveis pela estruturação da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, do
MEC, participando como membro do seu Conselho Técnico, de 1958 a 1961, sendo
nomeado diretor-executivo, no período de 1961 a 1964.
Aos dezesseis anos, fez parte do grupo literário Academia dos
Rebeldes (1928-1932), cujo líder era o jornalista Pinheiro Viegas e que contava
também com a participação do escritor Jorge Amado. Iniciou, nesse ano, sua
carreira de jornalista publicando no jornal A Noite, de Salvador, de 24 a 27 de
novembro, uma coletânea de poemas, tipo folhetim, intitulada Musa Capenga.
Ah, negra faceira!
Que tolice, minha negra,[...]
que você tenha
espichado
seu cabelo.
Para que
essa beleza
artificial [?].
Que tolice, minha negra,[...]
que você tenha
espichado
seu cabelo.
Para que
essa beleza
artificial [?].
Vou ao Pau Miúdo
e trago,
para botar na sua porta
uma coisa feita,
dessas que fazem
morrer de amor,
preparada,
minha beleza,
pelas mãos
do grande mago
Jubiabá.
e trago,
para botar na sua porta
uma coisa feita,
dessas que fazem
morrer de amor,
preparada,
minha beleza,
pelas mãos
do grande mago
Jubiabá.
Em 1937, organizou o 2º Congresso Afro-Brasileiro, realizado em Salvador no período de 11 a 20 de janeiro. No seu discurso de abertura Edison Carneiro assim o definiu:
[...] Este Congresso tem por fim
estudar a influência do elemento africano no desenvolvimento do Brasil, sob o
ponto de vista da etnografia, do folclore, da arte, da antropologia, da
história, da sociologia, do direito, da psicologia social, enfim, de todos os
problemas de relações de raça no país. Eminentemente científico, mas também
eminentemente popular, o Congresso não reúne apenas trabalhos de especialistas
e intelectuais do Brasil e do estrangeiro, mas também interessa a massa
popular, aos elementos ligados, por tradições de cultura, por atavismo ou por
quaisquer outras razões, à própria vida artística, econômica, religiosa, do
Negro do Brasil. [...]
É sensato porém que esta homenagem reflita
tanto no cotidiano na comunidade do bairro de São Caetano.
A escola tem uma estrutura adequada no
que diz respeito a saneamento básico:
- Água filtrada;
- Água da rede pública;
- Energia da rede pública;
- Esgoto da rede pública;
- Lixo destinado à coleta periódica;
As
dependências internas dispõem de cozinha (é oferecida diariamente a merenda),
refeitório, laboratório de informática, sala de leitura, sala de diretoria,
sala de professores, sala de secretaria, banheiro fora e dentro do prédio,
inclusive adequado á alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, 15 salas de
aula, quadra de esportes, utilização de equipamentos didáticos como
retroprojetor, televisores, internet banda larga. Conta portanto, com um quadro
de cento e oito funcionários bem servidos no que diz respeito ao material
didático e as instalações.
No entanto, é de suma importância
relatar a falta de acessibilidade aos portadores de qualquer que seja a
deficiência. Na estrutura geral da
escola, não há rampas de acesso, piso tático ou qualquer estrutura que ampare
jovens com deficiência, impossibilitando com isso o ingresso confortável desse
adolescente a essa instituição, Mas, tem alunos com esse perfil matriculado e que
conta com a colaboração de todo núcleo escolar.
Alunos de
Classe média baixa, em sua maioria moradores do bairro de São Caetano, Capelinha,
Fazenda Grande, Boa Vista do São Caetano e outros bairros adjacentes como
Campinas de Pirajá, Largo do Tanque.
Dentre a
oferta de vagas e alunos matriculados, o Colégio Estadual
Professor Edison de Sousa Carneiro, acolhe atualmente, uma média de 690 alunos
no Ensino Fundamental e EJA e 723 no Ensino Médio, esses dados foram atualizados
pela Secretária de Educação em12 de novembro de 2016(
ano corrente.)
O
investimento financeiro3 do ano em exercício (2016) para as áreas de
setor pessoal, terceirizados, manutenção, alimentação, saneamento básico em
geral contabilizou R$ 5.217.520,00.
Os dados de
infraestrutura e matrículas apresentados representam a realidade observada e
informada pela rede de ensino os mesmos são públicos e oficializados pelo
Ministério da Educação.
DADOS REFERENTE A SALA DE AULA
DADOS REFERENTE A SALA DE AULA
Fiquei surpresa com a
sala de aula onde eu fiz meu estágio supervisionado I – Observação, muito
limpa, apresenta um estado de conservação bom. A sala é ampla, ventilada deixando
alguns alunos tranquilos uma vez que não faz calor. Não possui laje de concreto
no teto e sim telhas de “Eternit”, mas a brisa noturna causa um conforto não
apenas nos alunos, mas também ao professor.
Como é no 1ºandar a ventilação natural é suficiente, por vezes
voam até papeis se não colocar um peso, as paredes não são sujas e azulejada de
branco até o meio e a parte de cima verde claro. Poucos riscos e isso me
surpreendeu. A iluminação é boa, os mobiliários estão em boas condições,
resultado do empenho de todo corpo administrativo.
CARACTERIZAÇÃO DA TURMA
A turma que observei
foi o 2º Ano - A, composta de 35 alunos matriculados, numa faixa etária de 20 a
50 anos, turno noturno, porém apena 18 frequentam. No que se refere a interação
dos alunos, percebi que são muitos desinteressados, alguns entram mudos e saem calados. Eles como são adultos prestam mais atenção para a
explicação do professor, no entanto dificilmente entendem, criaram um bloqueio
com o conteúdo de LI, acham que não vai servir para nada, só querem o
certificado escolar. Grande parte dos alunos ficam usando o celular e
conversando.
____________________________
3Esses
dados podem ser conferidos na Secretaria de Educação Governo do Estado da Bahia.
Perfeito quantas lembranças... adorei tudo, perfeito, retratou muito bem esses momentos especiais que vivemos. linda te amoo.
ResponderExcluirVocê é um fofo, obrigada pelo carinho. Te amo.
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