sábado, 3 de dezembro de 2016

“O interesse pela transformação social em sala de aula, 
contudo, envolve
essencialmente o modo de como os professores e, especificamente, o de línguas concebe a natureza da linguagem e da identidade social. É um aspecto fundamental em curso de educação de professores de línguas.”


Moita Lopes



IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DO ESTÁGIO
- DA LOCALIZAÇÃO, DO FUNCIONAMENTO DA INSTITUIÇÃO, DO NOME DA INSTITUIÇÃO.

O Colégio Estadual Professor Edson de Sousa Carneiro está localizado na Rua Engenheiro Austricliano de Carvalho, nº133, Salvador-BA CEP: 40395-360, Bairro do São Caetano, tel (71) 3303-3011, email: edisoncarneiro@bol.com.br. Código da Secretaria 1100833, tendo como responsável a diretora Nair Faria de Almeida Andrade. Direc 26.
Atualmente, o Colégio atende Educação de Jovens e Adultos (EJA) - Supletivo, Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano)  e  Ensino Médio nos turnos matutino, vespertino e noturno. apresentou um IDEB (2015) de 2,9 em que deveria alcançar a meta projetada1 de 4,1. A escola aderiu ao Programa Mais Educação, e oferece aos alunos, oficinas, gincanas e projetos que incentivam a paz na comunidade, a valorização do ser humano e do Continente africano uma vez que a África e o Brasil são unidos pela história e pela cultura. A comunidade é afrodescendente e um dos principais objetivos da instituição é oferecer possibilidades de aprender, sobretudo respeitar as diferenças e o espaço humano.  Esse aspecto inclusive é influenciado também pelos feitos do Professor Doutor Edison de Souza Carneiro, o qual a pesquisadora Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco dedicou uma minuciosa pesquisa2 acerca da biografia desse educador.

Doutor Edison Carneiro
Folclorista nacional,
Filho da terra baiana
Que hoje é nome imortal.
No folclore brasileiro
Doutor Édison Carneiro
Bem merece um pedestal
.

Rodolfo Coelho Cavalcante

O nome do Colégio rende homenagens ao Prof. Edison de Souza Carneiro nascido no dia 12 de agosto de 1912, em Salvador, Bahia. Seu pai, Antônio Joaquim de Souza Carneiro, era engenheiro civil e catedrático da Escola Politécnica da Bahia. Jornalista, poeta, jurista e folclorista, dedicou-se desde cedo aos estudos sobre o negro brasileiro, tornando-se uma das maiores autoridades nacionais sobre os cultos afro-brasileiros.
________________________________
1Ver anexo 01


No início da década de 1930, começou a ter interesse pelos cultos afro-brasileiros, o folclore e a cultura popular. Foi ainda um dos responsáveis pela estruturação da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, do MEC, participando como membro do seu Conselho Técnico, de 1958 a 1961, sendo nomeado diretor-executivo, no período de 1961 a 1964.
Aos dezesseis anos, fez parte do grupo literário Academia dos Rebeldes (1928-1932), cujo líder era o jornalista Pinheiro Viegas e que contava também com a participação do escritor Jorge Amado. Iniciou, nesse ano, sua carreira de jornalista publicando no jornal A Noite, de Salvador, de 24 a 27 de novembro, uma coletânea de poemas, tipo folhetim, intitulada Musa Capenga.
Ah, negra faceira!
Que tolice, minha negra,[...]
que você tenha
espichado
seu cabelo.
Para que
essa beleza
artificial [?].
Vou ao Pau Miúdo
e trago,
para botar na sua porta
uma coisa feita,
dessas que fazem
morrer de amor,
preparada,
minha beleza,
pelas mãos
do grande mago
Jubiabá.

Em 1937, organizou o 2º Congresso Afro-Brasileiro, realizado em Salvador no período de 11 a 20 de janeiro. No seu discurso de abertura Edison Carneiro assim o definiu:

[...] Este Congresso tem por fim estudar a influência do elemento africano no desenvolvimento do Brasil, sob o ponto de vista da etnografia, do folclore, da arte, da antropologia, da história, da sociologia, do direito, da psicologia social, enfim, de todos os problemas de relações de raça no país. Eminentemente científico, mas também eminentemente popular, o Congresso não reúne apenas trabalhos de especialistas e intelectuais do Brasil e do estrangeiro, mas também interessa a massa popular, aos elementos ligados, por tradições de cultura, por atavismo ou por quaisquer outras razões, à própria vida artística, econômica, religiosa, do Negro do Brasil. [...]


É sensato porém que esta homenagem reflita tanto no cotidiano na comunidade do bairro de São Caetano.


A escola tem uma estrutura adequada no que diz respeito a saneamento básico:
  • Água filtrada;
  • Água da rede pública;
  • Energia da rede pública;
  • Esgoto da rede pública;
  • Lixo destinado à coleta periódica;

As dependências internas dispõem de cozinha (é oferecida diariamente a merenda), refeitório, laboratório de informática, sala de leitura, sala de diretoria, sala de professores, sala de secretaria, banheiro fora e dentro do prédio, inclusive adequado á alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, 15 salas de aula, quadra de esportes, utilização de equipamentos didáticos como retroprojetor, televisores, internet banda larga. Conta portanto, com um quadro de cento e oito funcionários bem servidos no que diz respeito ao material didático e as instalações.
No entanto, é de suma importância relatar a falta de acessibilidade aos portadores de qualquer que seja a deficiência.  Na estrutura geral da escola, não há rampas de acesso, piso tático ou qualquer estrutura que ampare jovens com deficiência, impossibilitando com isso o ingresso confortável desse adolescente a essa instituição, Mas, tem alunos com esse perfil matriculado e que conta com a colaboração de todo núcleo escolar.


Alunos de Classe média baixa, em sua maioria moradores do bairro de São Caetano, Capelinha, Fazenda Grande, Boa Vista do São Caetano e outros bairros adjacentes como Campinas de Pirajá, Largo do Tanque.
Dentre a oferta de vagas e alunos matriculados, o Colégio Estadual Professor Edison de Sousa Carneiro, acolhe atualmente, uma média de 690 alunos no Ensino Fundamental e EJA e 723 no Ensino Médio, esses dados foram atualizados pela Secretária de Educação em12 de novembro de 2016( ano corrente.)
O investimento financeiro3 do ano em exercício (2016) para as áreas de setor pessoal, terceirizados, manutenção, alimentação, saneamento básico em geral contabilizou R$ 5.217.520,00.
Os dados de infraestrutura e matrículas apresentados representam a realidade observada e informada pela rede de ensino os mesmos são públicos e oficializados pelo Ministério da Educação.

DADOS REFERENTE A SALA DE AULA

Fiquei surpresa com a sala de aula onde eu fiz meu estágio supervisionado I – Observação, muito limpa, apresenta um estado de conservação bom. A sala é ampla, ventilada deixando alguns alunos tranquilos uma vez que não faz calor. Não possui laje de concreto no teto e sim telhas de “Eternit”, mas a brisa noturna causa um conforto não apenas nos alunos, mas também ao professor.
Como é no 1ºandar a  ventilação natural é suficiente, por vezes voam até papeis se não colocar um peso, as paredes não são sujas e azulejada de branco até o meio e a parte de cima verde claro. Poucos riscos e isso me surpreendeu. A iluminação é boa, os mobiliários estão em boas condições, resultado do empenho de todo corpo administrativo.

CARACTERIZAÇÃO DA TURMA

A turma que observei foi o 2º Ano - A, composta de 35 alunos matriculados, numa faixa etária de 20 a 50 anos, turno noturno, porém apena 18 frequentam. No que se refere a interação dos alunos, percebi que são muitos desinteressados, alguns entram mudos e saem calados. Eles como são adultos prestam mais atenção para a explicação do professor, no entanto dificilmente entendem, criaram um bloqueio com o conteúdo de LI, acham que não vai servir para nada, só querem o certificado escolar. Grande parte dos alunos ficam usando o celular e conversando.
____________________________
3Esses dados podem ser conferidos na Secretaria de Educação Governo do Estado da Bahia.





Início do estágio na instituição cedente

Hoje a turma se apresentou na instituição cedente para começar o período de observação. 
Estávamos prontos e munidos com os saberes essenciais para cumprir as metas da disciplina.

A essa altura todos já sabem seus destinos, mas vale a pena conferir os documentes, que devem estar devidamente assinados e carimbados

• Lista completa com dados para a apólice de seguro. O estagiário só é liberado a campo, depois que chega lista completa do seguro solicitado pela Unijorge.

• Providenciamos o TCE (Termo de compromisso de estágio), 
• E também a Carta de apresentação para instituição cedente; e outros documentos, com carimbo e assinatura da Coordenadora Letras.


Algumas imagens:






IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DO ESTÁGIO

- DA LOCALIZAÇÃO, DO FUNCIONAMENTO DA INSTITUIÇÃO, DO NOME DA INSTITUIÇÃO.



O Colégio Estadual Professor Edson de Sousa Carneiro está localizado na Rua Engenheiro Austricliano de Carvalho, nº133, Salvador-BA CEP: 40395-360, Bairro do São Caetano, tel (71) 3303-3011, email: edisoncarneiro@bol.com.br. Código da Secretaria 1100833, tendo como responsável a diretora Nair Faria de Almeida Andrade. Direc 26.
Atualmente, o Colégio atende Educação de Jovens e Adultos (EJA) - Supletivo, Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano)  e  Ensino Médio nos turnos matutino, vespertino e noturno. apresentou um IDEB (2015) de 2,9 em que deveria alcançar a meta projetada1 de 4,1. A escola aderiu ao Programa Mais Educação, e oferece aos alunos, oficinas, gincanas e projetos que incentivam a paz na comunidade, a valorização do ser humano e do Continente africano uma vez que a África e o Brasil são unidos pela história e pela cultura. A comunidade é afrodescendente e um dos principais objetivos da instituição é oferecer possibilidades de aprender, sobretudo respeitar as diferenças e o espaço humano.  Esse aspecto inclusive é influenciado também pelos feitos do Professor Doutor Edison de Souza Carneiro, o qual a pesquisadora Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco dedicou uma minuciosa pesquisa2 acerca da biografia desse educador.

Doutor Edison Carneiro
Folclorista nacional,
Filho da terra baiana
Que hoje é nome imortal.
No folclore brasileiro
Doutor Édison Carneiro
Bem merece um pedestal
.

Rodolfo Coelho Cavalcante

O nome do Colégio rende homenagens ao Prof. Edison de Souza Carneiro nascido no dia 12 de agosto de 1912, em Salvador, Bahia. Seu pai, Antônio Joaquim de Souza Carneiro, era engenheiro civil e catedrático da Escola Politécnica da Bahia. Jornalista, poeta, jurista e folclorista, dedicou-se desde cedo aos estudos sobre o negro brasileiro, tornando-se uma das maiores autoridades nacionais sobre os cultos afro-brasileiros. 
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1Ver anexo 01
2Link da pesquisa completa: http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/


No início da década de 1930, começou a ter interesse pelos cultos afro-brasileiros, o folclore e a cultura popular. Foi ainda um dos responsáveis pela estruturação da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, do MEC, participando como membro do seu Conselho Técnico, de 1958 a 1961, sendo nomeado diretor-executivo, no período de 1961 a 1964.
Aos dezesseis anos, fez parte do grupo literário Academia dos Rebeldes (1928-1932), cujo líder era o jornalista Pinheiro Viegas e que contava também com a participação do escritor Jorge Amado. Iniciou, nesse ano, sua carreira de jornalista publicando no jornal A Noite, de Salvador, de 24 a 27 de novembro, uma coletânea de poemas, tipo folhetim, intitulada Musa Capenga.
Ah, negra faceira!
Que tolice, minha negra,[...]
que você tenha
espichado
seu cabelo.
Para que
essa beleza
artificial [?].
Vou ao Pau Miúdo
e trago,
para botar na sua porta
uma coisa feita,
dessas que fazem
morrer de amor,
preparada,
minha beleza,
pelas mãos
do grande mago
Jubiabá.

Em 1937, organizou o 2º Congresso Afro-Brasileiro, realizado em Salvador no período de 11 a 20 de janeiro. No seu discurso de abertura Edison Carneiro assim o definiu:

[...] Este Congresso tem por fim estudar a influência do elemento africano no desenvolvimento do Brasil, sob o ponto de vista da etnografia, do folclore, da arte, da antropologia, da história, da sociologia, do direito, da psicologia social, enfim, de todos os problemas de relações de raça no país. Eminentemente científico, mas também eminentemente popular, o Congresso não reúne apenas trabalhos de especialistas e intelectuais do Brasil e do estrangeiro, mas também interessa a massa popular, aos elementos ligados, por tradições de cultura, por atavismo ou por quaisquer outras razões, à própria vida artística, econômica, religiosa, do Negro do Brasil. [...]


É sensato porém que esta homenagem reflita tanto no cotidiano na comunidade do bairro de São Caetano.


INFRAESTRUTURA, RECURSOS HUMANOS E MATERIAIS.


A escola tem uma estrutura adequada no que diz respeito a saneamento básico: 
  • Água filtrada;
  • Água da rede pública;
  • Energia da rede pública;
  • Esgoto da rede pública;
  • Lixo destinado à coleta periódica;

As dependências internas dispõem de cozinha (é oferecida diariamente a merenda), refeitório, laboratório de informática, sala de leitura, sala de diretoria, sala de professores, sala de secretaria, banheiro fora e dentro do prédio, inclusive adequado á alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, 15 salas de aula, quadra de esportes, utilização de equipamentos didáticos como retroprojetor, televisores, internet banda larga. Conta portanto, com um quadro de cento e oito funcionários bem servidos no que diz respeito ao material didático e as instalações. 
No entanto, é de suma importância relatar a falta de acessibilidade aos portadores de qualquer que seja a deficiência.  Na estrutura geral da escola, não há rampas de acesso, piso tático ou qualquer estrutura que ampare jovens com deficiência, impossibilitando com isso o ingresso confortável desse adolescente a essa instituição, Mas, tem alunos com esse perfil matriculado e que conta com a colaboração de todo núcleo escolar.


Alunos de Classe média baixa, em sua maioria moradores do bairro de São Caetano, Capelinha, Fazenda Grande, Boa Vista do São Caetano e outros bairros adjacentes como Campinas de Pirajá, Largo do Tanque. 
Dentre a oferta de vagas e alunos matriculados, o Colégio Estadual Professor Edison de Sousa Carneiro, acolhe atualmente, uma média de 690 alunos no Ensino Fundamental e EJA e 723 no Ensino Médio, esses dados foram atualizados pela Secretária de Educação em12 de novembro de 2016( ano corrente.) 
O investimento financeiro3 do ano em exercício (2016) para as áreas de setor pessoal, terceirizados, manutenção, alimentação, saneamento básico em geral contabilizou R$ 5.217.520,00.
Os dados de infraestrutura e matrículas apresentados representam a realidade observada e informada pela rede de ensino os mesmos são públicos e oficializados pelo Ministério da Educação.

DADOS REFERENTE A SALA DE AULA

Fiquei surpresa com a sala de aula onde eu fiz meu estágio supervisionado I – Observação, muito limpa, apresenta um estado de conservação bom. A sala é ampla, ventilada deixando alguns alunos tranquilos uma vez que não faz calor. Não possui laje de concreto no teto e sim telhas de “Eternit”, mas a brisa noturna causa um conforto não apenas nos alunos, mas também ao professor. 




Como é no 1ºandar a  ventilação natural é suficiente, por vezes voam até papeis se não colocar um peso, as paredes não são sujas e azulejada de branco até o meio e a parte de cima verde claro. Poucos riscos e isso me surpreendeu. A iluminação é boa, os mobiliários estão em boas condições, resultado do empenho de todo corpo administrativo.

CARACTERIZAÇÃO DA TURMA

A turma que observei foi o 2º Ano - A, composta de 35 alunos matriculados, numa faixa etária de 20 a 50 anos, turno noturno, porém apena 18 frequentam. No que se refere a interação dos alunos, percebi que são muitos desinteressados, alguns entram mudos e saem calados. Eles como são adultos prestam mais atenção para a explicação do professor, no entanto dificilmente entendem, criaram um bloqueio com o conteúdo de LI, acham que não vai servir para nada, só querem o certificado escolar. Grande parte dos alunos ficam usando o celular e conversando.
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3Esses dados podem ser conferidos na Secretaria de Educação Governo do Estado da Bahia.




Mini Aulas

Testando o conhecimento acumulado antes de ir a campo!

Praticando em 13 e 20 de setembro de 2016.

Essas duas aulas foram reservadas para as demostrações das mini aulas solicitadas pela professora Gina.

Foi o momento que tivemos para unirmos a teoria a prática, um momento relevante e divertido ao mesmo tempo. O tema era livre então montamos o plano de aula de acordo as instruções e metodologias das aulas anteriores e finalmente, conseguimos dar aula sobre Simple Past, a professora gostou muito de nossas intervenções, a turma esta conseguindo entender a proposta das aulas de estágio e com certeza teremos êxito durante a prática observatória. 


A turma preparou ótimos materiais e inovou com bastante criatividade:










Meu trio: Arilma, Lorena e Sérgio.


Fizemos um breve explicação sobre o tema: Simple Past e em seguida aplicamos uma atividade escrita que foi respondida por todos sem muita dificuldade. Embora tenha sido uma simulação curta e de um tema a princípio "fácil" foi muito proveitosa para nós, pois pudemos treinar a nossa desenvoltura e oralidade em sala de aula.      








     

Planejamento de Aula



Ensinar bem é... saber planejar! O planejamento deve estar presente em todas as atividades escolares. Improvisos às vezes acontecem, mas não podem virar regra.

Planejando em 06 de setembro de 2016.

PLANEJAR É...






- É antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de acordo com o previsto;

- É uma atividade que orienta a tomada de decisões da escola e dos professores em relação às situações docentes de ensino e aprendizagem, tendo em vista alcançar os melhores resultados possíveis;

- É um processo de racionalização que articula a atividade escolar e a problemática do contexto social.


É de extrema relevância o professor saber dos métodos de ensino, para verificar qual deles melhor se adapta a sua turma, o planejamento é ainda mais, pois sem o planejamento como o professor poderá aplicar algum tipo de método?

Saber da extrema importância de planejar foi muito importante para minha formação.
Agora só é seguir os passos ilustrados pela orientação do estágio.

Planejamento nada mais é do que pensar e organizar a ação pedagógica para alcançar os objetivos propostos, tendo como principal função garantir a coerência entre as atividades e as aprendizagens que pretende proporcionar.



 Níveis de planos:

•      Da escola / instituição: documento global, orientações gerais.

•      De ensino: tarefa a ser desenvolvida no ano / módulo, dividida em unidades sequenciais.

•      De aula: desenvolvido para uma aula, ou conjunto de aulas; caráter específico.


Os planos devem articular-se à prática, ser refeitos e revistos, servir de instrumento para reflexão e avaliação


Aprendemos que processo de ensino e aprendizagem se compõe de uma sequência articulada de fases: 

-apresentação de objetivos, 
-conteúdos e tarefas, 
-desenvolvimento, 
-consolidação (fixação, exercícios..), 
-avaliação.




E é claro que a professora Gina iria nos treinar a montar um bom plano de aula, pois ela trouxe alguns modelos para elaborarmos as mini aulas da semana que vem.



O que muito tem se falado e divulgado pela imprensa são os problemas que atualmente se passam em sala de aula nos níveis de ensino fundamental e médio. Alunos desmotivados simplesmente ignoram a presença do professor.

Se o professor tiver um bom planejamento, que por sinal tem que ser flexível, é menos provável que perca o controle da sala.


Planejar requer:
  • pesquisar sempre;
  • ser criativo na elaboração da aula;
  • estabelecer prioridades e limites;
  • estar aberto para acolher o aluno e sua realidade;
  • ser flexível para replanejar sempre que necessário.
Leve sempre em conta:
  • as características e necessidades de aprendizagem dos alunos;
  • os objetivos educacionais da escola e seu projeto pedagógico;
  • o conteúdo de cada série;
  • os objetivos e seu compromisso pessoal com o ensino;
  • as condições objetivas de trabalho.
Com base nisso, defina:

  • o que vai ensinar;
  • como vai ensinar;
  • quando vai ensinar;
  • o que, como e quando avaliar.

Mãos a obra!!!

http://acervo.novaescola.org.br/planejamento-e-avaliacao/planejamento/ensinar-bem-saber-planejar-424802.shtml acessado em 01/12/16.



Métodos para o ensino de Língua Estrangeira.


Identificando o método ideal em 30 de agosto de 2016.

Neste encontro, falamos sobre as metodologias, que podem ser aplicadas nas aulas de inglês, foram exibidos alguns dos diversos métodos de abordagem da língua inglesa. Esses métodos foram elaborados a fim de nortear o professor na preparação de sua aula.



Nunan(1995) aponta a possibilidade de desenvolvimento ou descoberta de um método que pudesse ser bem-sucedido em todos os contextos e com todos os alunos.



Mas, o que é um método? 


Etmologia: do grego méthodos, uma palavra composta por meta, que denota sucessão, ordenação e  hodós,  que significa via, caminho. 
Conceito:relacionado a um caminho que, seguido de forma ordenada, visa a chegar a certos objetivos, fins, resultados, conceitos  etc. 

Visão de Edward Anthony: o método como o estágio intermediário entre a abordagem de ensino e as técnicas adotadas pelo professor. 







O arcabouço teórico que compõe o conteúdo acerca dos métodos é imenso. Conhecemos alguns dos mais utilizados.


Mas antes temos que distinguir:


abordagem  x  método  x  técnicas

Abordagem: visão geral sobre o que seja uma língua e sobre o que seja ensinar e aprender uma língua. 

Método: papel de plano geral para apresentação e ensino da língua. É o estágio seguinte à abordagem.

Técnicas: recursos, estratégias e atividades práticas empregadas pelo professor, na sala de aula, para que o método atinja a sua realização concreta no contexto pedagógico

Feito isso, identificamos alguns métodos:

I - O método da gramática e tradução (AGT)

Objetivo: construir uma frase, entender um texto ou apreciar um autor pela explicação na língua materna (LM) do aluno. 
 Processo dedutivo, partindo da regra para o exemplo. 
Toda informação necessária dada por meio de explicação na língua materna do aluno.


II  - Método direto (AD).
Objetivo: aprender a LA através da própria LA; 
A LM nunca deve ser usada na sala de aula; 
Transmissão do significado dá-se através de gestos, mímicas e gravuras, jamais por tradução em LM.


III - Método Audiolingual (AAL).
língua é fala, não escrita;
língua é um conjunto de hábitos; 
ensine a língua, não sobre a língua; 
a língua é o que os falantes nativos dizem, não o que alguém acha que eles deveriam dizer.
              Link: https://www.youtube.com/watch?v=AJ1tr8kKkGU

IV - Método Silencioso (Silent Way).
Aquisição linguística: através do raciocínio, alunos descobrem e formulam regras sobre a língua aprendida;
Objetivo: expressão do pensamento, percepção e sentimento dos alunos; 
 Fichas com cores, ou sinais que representem sons ou palavras são constantemente usados. 

 Link: https://www.youtube.com/watch?v=6YHRG_zbO4U


V -Community Language Learning
Importante: reações físicas, instintivas e vontade de aprender entre si;
Professor: deve ter um bom relacionamento comunitário na classe; sempre alerta para a necessidade de apoio que seus alunos têm com relação a seus medos e inseguranças na aprendizagem;
Alunos: Sempre bem informados quanto ao que deve acontecer em cada atividade, com o controle da interação /são constantemente convidados a dizer como se sentem e o professor deve ser capaz de compreender suas reações;
 Aprendizagem lingüística: visa à comunicação e expressão de idéias. 


VI- Suggestopedia.
Ênfase: no sentimento dos alunos e na necessidade de ativação de suas potencialidades cerebrais;
  Ambiente de estudo : relaxante e confortável;
 Aluno: precisa confiar no professor para que ele possa ativar sua imaginação e ajudá-lo na aprendizagem.


VII - Método Natural.
Objetivo: desenvolver a aquisição (uso inconsciente das regras gramaticais) da língua em vez da aprendizagem (uso consciente);
 Fala: surge naturalmente;
 Aluno: recebe um INPUT lingüístico quase totalmente compreensível, de modo a ampliar sua compreensão da L2. 


VIII - Total Physical Response.
 Foco: na aprendizagem prazerosa da língua;
 Atividades divertidas e engraçadas, movimento corporal é um grande recurso para ajudar na compreensão;
Alunos: repetição de comandos com posterior demonstração;
Apresentação das estruturas, após seu domínio: leitura e escrita. 


IX -Abordagem Comunicativa (AC).
Aprendizagem: centrada no aluno. Tendo como propósito, uma intenção comunicativa, uma necessidade de transmitir informação, de estabelecer vínculos e conviver de maneira solidária e harmoniosa com os outros;
 Professor: papel de orientador, interesse nos anseios dos alunos, encorajando-os a participação e acatando as sugestões;
Habilidades: trabalhadas de modo integrado , não existindo ordem de preferência na apresentação das mesmas ( ouvir, falar, ler, escrever e compreender).


 X - Participatory Approach.
Método Paulo freire ( Ensino de Línguas) : levantamento do universo vocabular dos alunos;
Pressupostos:afetividade, conscientização, liberdade e critica;
Professores e aprendizes : aprendem e ensinam em comunhão;
Leitura:capacidade de interpretar, compreender, criticar, resignificar e produzir conhecimento;
Objetivo: possibilitar o estabelecimento de novos tipos de trocas simbólicas com outros. indivíduos, acesso a bens culturais. 



Ficou muito evidente nesta aula que é o professor que tem que fazer a diferença na aplicação do método, criando possibilidades que resultem em conhecimento para o aluno, ou seja, está no profissional a responsabilidade de ajustar o método a realidade da escola e dos alunos.



Porque na verdade, não existe uma fórmula pronta nós vamos fazendo adaptações.


Tivemos a oportunidade de estudar os processos, as características, os objetivos, a estrutura e a aplicabilidade de cada método listado acima. Cabe ao professor analisar o melhor contexto.

Paulo Freire é citado em todos os setores da educação, Mario Cortella o menciona como um dos maiores educadores brasileiro, O método Paulo Freire aponta que os professores e alunos necessitam de aprender em constante comunhão, ou seja, que o ensino é uma troca de experiências; além de desenvolver a capacidade de interpretar, criticar e produzir conhecimento no que se refere à leitura. 

Neste método, a língua inglesa é estudada dentro de um contexto social e os temas das aulas são extraídos da problematização de vida dos discentes.




Planejar é preciso!



ANTHONY, E. M. Approach, Method and Technique. ELT Journal, 17(2), 1963. 

LEFFA, Vilson J. & PAIVA, Maria da Graça G. O processo de aprendizagem de uma língua / The foreign language learning process / Porto Alegre/ Brasília: Ed. Universidade/UFRGS/  The British Council, 1993.

LITTLEWOOD, William T. Foreign and Second Language Learning: Language-acquisition research and its implications for the classroom. Cambridge: Cambridge University Press, 1997.


SELIGER, H.  W & SHOHAMY, E.  Second Language Research Methods. Oxford, 
Oxford University Press, 2001. 
TAYLOR, E. Research in your own Classroom. IN: RICHARDS, J. C.  


http://portaldalinguainglesa.blogspot.com.br/2011/05/metodos-de-ensino-de-lingua-inglesa_02.html 








A IDENTIDADE DO PROFESSOR DE INGLÊS



Refletindo  em 23 de agosto de 2016.



Nesta aula, relembramos as analises e abordadas do encontro anterior e levantamos algumas questões referente a carente (de)formação do professor de Língua Inglesa no Brasil, sobre o olhar de:






A professora começa o seu texto apontando o perfil ideal do professor de inglês, afirmando que esse profissional deveria além de ter consciência política, bom domínio do idioma (oral e escrito) e sólida formação pedagógica com aprofundamento em linguística aplicada.


No entanto, a professora Vera atesta que existem dois grandes grupos de profissionais, que não se enquadram nesse perfil ideal

  1. de um lado, profissionais com fluência oral ( a escrita muitas vezes deixa a desejar) adquirida através de intercâmbios culturais ou outro tipo de experiência no exterior e sem formação pedagógica;
  2. outro lado, profissionais egressos de cursos de Letras (que lhes proporcionaram poucas oportunidades de aprender o idioma) e precária formação pedagógica. 

Os primeiros estão quase sempre nos cursos livres de idiomas;
Os segundos nas escolas de primeiro e segundo graus.

Durante os encontros teóricos com a orientadora de estágio refletimos bastante acerca destas  problemáticas que são comuns a estes profissionais e também apontando dificuldades vivenciadas pelo professor de língua inglesa dentro do ambiente escolar. 
  1. QUEM É O PROFESSOR DE INGLÊS?
  2. QUAL É A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA INGLESA?
  3. QUAL É A IDEOLOGIA DO PROFESSOR DE INGLÊS.
  4. EM QUE MITOS O PROFESSOR DE INGLÊS ACREDITA?
  5. COMO O PROFESSOR DE INGLÊS SE VÊ NA SOCIEDADE BRASILEIRA?

Nos arriscamos a responder a estes questionamentos previamente, mas sabíamos o quão era difícil definir um perfil ideal para um professor. 
Sabemos que ele deve ter domínio do conteúdo, deve saber se expressar de maneira adequada, deve ser dinâmico, entre outros aspectos. 

Entraves como a dificuldade em trabalhar a oralidade, já que a conversação não é vista como uma oportunidade de interação; e a dificuldade na contextualização da gramática, utilizando como meio de trabalhar a gramática contextualizada, diálogos ultrapassados e inúteis ao desenvolvimento oral dos alunos, entre outros aspectos, são barreiras a serem derrubadas.




A pesquisa da professora Vera Maria aponta que segundo professores de MG, a língua inglesa é uma disciplina de segundo plano, com pouca carga horária. Reclamam de que matérias como física e química são privilegiadas e de que os próprios colegas os menosprezam. Alguns disseram que são pressionados a aprovar os alunos. No caso do professor ser mais exigente, é taxado de imperialista, anti-nacionalista, disse um deles. Reclamaram também das condições materiais e disseram que o aluno deve frequentar cursos livres, que ele tenha oportunidade de praticar o inglês fora da escola, e desta forma, aumentar o seu conhecimento linguístico. Acreditam, também, que são os cursos livres que preparam melhor aqueles que teoricamente estão interessados em aprender a língua inglesa.




Conflitos vivenciados pelos professores:



O primeiro grande conflito é ensinar uma língua que eles não falam e que não têm oportunidade de praticar. 
O segundo diz respeito aos desejos dos aprendizes e aos objetivos do curso. Os alunos em geral querem falar, mas o professor ensina gramática e, quando muito leitura. 
O terceiro conflito diz respeito à importância do idioma. Ao mesmo tempo que o professor acredita que é importante aprender inglês, ele tem que conviver com a desvalorização da disciplina. Em algumas escolas a língua estrangeira não recebe o mesmo tratamento no que diz respeito à avaliação e a carga horária é muito pequena.

Ao final de sua pesquisa a professora Vera Paiva propõe algumas ações:


Educação continuada de professores, incluindo projetos de educação à distância e criação de Self-access Centers nas Faculdades de Letras abertos aos professores da comunidade.

Reformulação dos currículos para que se possam incluir disciplinas de Lingüística Aplicada ao ensino/aprendizagem de línguas estrangeiras.

Criação de associações de professores. Criando poder de pressão poderemos não só forçar as Secretarias de Educação a repensar os concursos como também questionar a eventual distribuição de aulas de inglês para professores não concursados. 

Essas associações poderiam, além de congressos, como este, promover cursos de reciclagem em cooperação ou não com outras entidades. Criação de bancos de material didático nas associações e nas escolas.

Enfim, apenas detectar problemas não ajuda muito. Precisamos pensar juntos o que todos nós podemos fazer para minimizar as questões que nos incomodam e amar nossa profissão.




PAIVA, V.L.M.O. A identidade do professor de inglês. APLIEMGE:ensino e pesquisa. Uberlândia: APLIEMGE/FAPEMIG, n.1, 1997. p. 9-17

PAIVA, V.L.M.O. Estratégias individuais de aprendizagem de língua inglesa. Letras & Letras. Uberlândia, v. 14, n. 1, p. 73-88, jan./jul. 1998.
_______________. Autonomia e complexidade: uma análise de narrativas de aprendizagem. In: FREIRE, M.M; ABRAHÃO, M.H.V; BARCELOS, A.M.F (Orgs.). Lingüística Aplicada e Contemporaneidade.  Campinas e São Paulo: Pontes e ALAB, 2005a. p.135-153.